domingo, 26 de abril de 2009

A medida da paixão


É como se a gente não soubesse
Pra que lado foi a vida
Por que tanta solidão
E não é a dor que me entristece
É não ter uma saida
Nem medida na paixão

Foi, o amor se foi perdido
Foi tão distraido
Que nem me avisou
Foi, o amor se foi calado
Tão desesperado
Que me machucou

É como se a gente presentisse
Tudo que o amor não disse
Diz agora essa aflição
E ficou o cheiro pelo ar
Ficou o medo de ficar
Vazio demais meu coração

Foi, o amor se foi perdido
Foi tão distraido
Que nem me avisou
Foi, o amor se foi calado
Tão desesperado
Que me maltratou




Cadê a vida?
cadê o amor que prometeu?
encanto eu lhe entreguei a vida
nas mãos, de quem jurava me amar
amor;que deixou dividas,
e feridas , em que estas possam cicatrizar
Preciso aprender a me amar
e não acreditar em juras
em palavras faladas no ápice do amor
preciso esperar o tempo, a construção
pois, que te ama, te ama
e não vai fazer ilusões
e depois entregar as mesmas ilusões
ao vento
e depois dizer
aconteceu que era verdade naquele momento
minhas palavras
não são eternas meu sentimento.
estar no coração
infelizmente não era para ser ditas
a quem um dia,
terá só a solidão
do amor que não era ilusão

quarta-feira, 22 de abril de 2009




Déjà Vu
Pitty
Composição: Peu Sousa / Pitty

Nenhuma verdade me machuca
Nenhum motivo me corrói
Até se eu ficar
Só na vontade
Já não dói

Nenhuma doutrina me convence
Nenhuma resposta me satisfaz
Nem mesmo o tédio
Me surpreende mais

Mas eu sinto
Que eu tô viva
A cada banho de chuva
Que chega molhando meu corpo.

Nenhum sofrimento me comove
Nenhum programa me distrai
Eu ouvi promessas
E isso não me atrai

E não há razão que me governe
Nenhuma lei prá me guiar
Eu tô exatamente
Aonde eu queria estar

Mas eu sinto
Que eu tô viva
A cada banho de chuva
Que chega molhando meu corpo...

A minha alma
Nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou

Mas, já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Faz algum tempo...

A minha alma
Nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou

Mas eu não tenho pressa
Já não tenho pressa
Eu não tenho pressa
Não tenho pressa

Estante



₪ Déjà vu - Pitty
Na Sua Estante
Pitty
Composição: Pitty


Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam
E essa abstinência uma hora vai passar...



Relei-o a minha vida
e vejo o quanto, tenho sofrindo
pelas palavras faladas
pelas omissões e mentiras
pelo que você prometeu; e me atirou no
abismo
Por vingança
que seja feita a sua vontade
não tive uma só misericordia do teus atos
quando falavas a verdade mentias
encobrindo a verdadeira VERDADE
e esta Verdade cumplice
que quando dizias assim estava sendo fiel
as promessas não feitas a mim.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Não tenho mais certezas


A Minha Valsa (La Valse des Lilas)
Nana Caymmi
Composição: Michel Legrand / Eddie Barclay / Eddie Marnay - Versão: Ronal
Quem tentou viver
Assim que nem você
Trocou o sim
Por causa de um talvez

Sem ter ninguém
E sem um pouco mais
Que uma tristeza

Por algumas folhas de melancolia
Você fechou o livro que se abria
E acreditou que tudo tinha fim

Mas todo lilás
Tudo que faz viver
Não cessará
Não cessará jamais
De se abrigar nos corações que se amam
Se amam, se amam, se amam

Céu que vai mudar
Que vai mudar o céu
Até jorrar
Até jorrar o mel
O amor será
O amor trará canções
Mais uma vez aos nossos corações


De Volta ao Começo
Nana Caymmi
Composição: Indisponível


E o menino com o brilho do sol na menina dos olhos
Sorri e estende a mão entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração
E eu entro na roda e canto as antigas cantigas de amigo irmão
As canções de amanhecer lumiar a escuridão
E é como se eu despertasse de um sonho que não me deixou viver
E a vida explodisse em meu peito com as cores que eu não sonhei
E é como se eu descobrisse que a força esteve o tempo todo em mim
E é como se então de repente eu chegasse ao fundo do fim
De volta ao começo
Ao fundo do fim
De volta ao começo





Vivo de incertezas
a incertezas do meu coração
coração que sangra silencioso e ninguém ver
estou ao pouco morrendo sem ninguém saber.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Dança da Solidão
Marisa Monte
Composição: Paulinho da Viola

Solidão é lava
Que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo...

Solidão, palavra
Cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão...

Viu!
Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão...(2x)

Camélia ficou viúva,
Joana se apaixonou,
Maria tentou a morte,
Por causa do seu amor...

Meu pai sempre me dizia
:
Meu filho tome cuidado,
Quando eu penso no futuro,
Não esqueço o meu passado
Oh!...

Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão
Viu!
Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão...
Quando vem a madrugada
Meu pensamento vagueia
Corro os dedos na viola
Contemplando a lua cheia...

Apesar de tudo existe
Uma fonte de água pura
Quem beber daquela água
Não terá mais amargura
Oh!...

Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão
Viu!
Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão...

Danço eu, dança você
Na dança da solidão...(2x)
Desilusão! Oh! Oh! Oh!..

Quantas vezes, perdida na minha ingenuidade
pensei que o amor,
era entrega total e singela e calma
mas a minha calma não te fez feliz
Dediquei-me a vida a te fazer feliz
Que erros cometi para merecer a Solidão
dos teus braços
A tuas faces a rir, e alegra com outra vida
A tua vida dada tão completa para aquela que com sorrisos
não tinha as contingências de se ter uma família...
Não me peça para ser a mesma
Não me peça para que seja o que sempre fui,
Pois meu coração não quer mais sofre desilusões
entrega-me sem limites e depois se jogada a SOLIDÃO
.

sábado, 4 de abril de 2009

O que estou lendo: Mulher Desiludida Simone de Beauvoir





Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir, mais conhecida como Simone de Beauvoir (Paris, 9 de janeiro de 1908 — Paris, 14 de abril de 1986), foi uma escritora, filósofa existencialista e feminista francesa.

Escreveu romances, monografias sobre filosofia, política, sociedade, ensaios, biografias e uma autobiografia.




A mais velha de duas filhas de Georges de Beauvoir, um advogado, e Françoise Brasseur, Simone mais tarde optou por se livrar de suas origens burguesas. Sua primeira moradia em Paris foi no boulevar Raspail. Filha exemplar e aluna brilhante no Curso Désir, teve uma infância tranqüila e marcada pela dedicação aos estudos.

Na escola, estava sempre em primeiro lugar, junto com a amiga Elizabeth Mabille ("Zaza"), com quem teve uma relação de muitos anos que foi abruptamente rompida com a morte precoce de Zaza. Simone narrou esse episódio de sua vida, posteriormente, em seu primeiro livro autobiográfico, Memórias de Uma Moça bem-comportada, em que critica os valores burgueses.

Conheceu Jean-Paul Sartre na Sorbonne, no ano de 1929, e logo uniu-se estreitamente ao filósofo e a seu círculo, criando entre eles uma relação polêmica (foi uma relação "aberta", pois o casal tinha experiências amorosas com terceiros) e fecunda, que lhes permitiu compatibilizar suas liberdades individuais com sua vida em conjunto.

Foi professora de filosofia até 1943 em escolas de diferentes localidades francesas, como Ruão e Marselha.



[editar] Obra


Além do Além

O que é mais além do além
que não me falas
e que habita em tua caixa forte
e que tanto desejo abrir
para saber tudo de ti.

Tudo sabes de mim
e em ti despejo meus experimentos
para desvendar teus mistérios
no desejo louco de trazê-lo aqui.

Venha, alma dos meus sonhos,
saia das nuvens,pise em meu solo,
Conheça as estrelas que trago
e libere o mundo, que ainda
encontra-se escondido
que só desconbrirá
ao olhar nos meus olhos.

Simone de Beauvoir