Tentei
Não mais amar ninguém
Em uma racionalidade louca
Impor-me a solidão dos meus desejos
Me esquivei da vida
Fugir da possibilidade de afetos
Quis preservar-me com medo da dor
Ficando em casa, e trancando-me no quarto
Desliguei o telefone
Feichei a janela ,portas
E fiz da minha vida dias nublados
E quando olhar-me no espelho
via-me feia, sem graça, uma desgraçada
Acreditando nos meus equivocados,
Pensamentos. Motivados pela dor
Vestir preto
E fui vivendo do meu luto, da minha perda
Que arrastavam-me ao abismo
Pois que "eu" outrora tanto existir
Na vida de outrem que esqueci de mim
Fui por acreditar nesse amor
Que me tornei prisioneira
da minha ilusão de felicidade
Mas em um certo dia acordei
Olhei-me no espelho
e ao invés de me depreciar
Penteei os meus cabelos longos
Arrumei-me com a roupa de mim mesma
Corrir atrás dos sonhos que me caracterizava
E que deixei para trás
Eis que amigos eu conquistei
Pessoas estão surgindo
E o que vivi, serve-me como aprendizagem
Para minha vida e quem eu escolher para
ser dono, é compartilhar de minha companhia
valorizando o meu amadurecimento precoce
De uma pessoa tão cheia de esperanças que
escreve com sentimentos de vitória e resiliência
Alá
Cadê o amor?
Que dizias sentir!!!
Não és capaz de dividir
Como podes ser capaz
De amar
Não és capaz de enfrentar
nada por mim
Que não tenha primeiro
o teu interesse pessoal
As barreiras sociais: cargos, posição
Usa para justifica as tuas falhas
Me afasta quando posso te causa
maiores problemas
Mesmos que esses sejam em nome
da hipocrisia dessa mesma sociedade
É em função das aparências que vives
Querendo recompensas que te custará o espírito.
Você pode apaga todos os vestígios de minha
presença
Mas não apagará
O que um dia representei na tua vida
Deixo em função do tempo
Mostrar-te
Que o que se joga fora, por não valorizar
É o que se vem a perdi e lamentar a falta
Num certo amanhã
Se hoje diz que te conheço
É porque tive a atenção e o cuidado
De te reparar, de te amar
De me permiti uma relação pautada
no amor
Autora: Alá
Como Posso
Como posso amar
Quem um dia quis me destruir
Quem foi capaz de matar
Os meus sonhos
Desintegrar-me
Dividido a nossa casa
Dividido a nossa vida
Com outras pessoas
Não querendo enxerga-lhes
As verdadeiras intenções
Deixando se levar, influenciar
Por alguém que acabava de chega na tua vida
Deixou-me a mercê desses "outros"
Impondo-me a minha presença
A quem desejava me ver pelas costas
Impondo-me uma postura:
Sem direito a expressão diante da contrariedade
Aceitando provocações calada
Me destes como o alvo
E quando não te servias mais
Jogastes-me ao canto
Pela oportunidade de problemas que sempre existirão
Revela-se nossa intimidade
Compartiu outras intimidades
Só pra me ver sofrer
Só para me magoar
Sair de casa, que dizia ser nossa
Machucada, sem nada nas mãos
Apenas marcas no corpo e lágrimas a rolar
Sentia-me perdida: vazia
Não tive nem o direito de arrumar
as minhas malas...
O tempo passou
E hoje aprendi a me posicionar
Ser dona dos meus atos
Ser quem sou
Sem receio da tua censura
Hoje me dou o direito;
De gritar quando sinto dor
Dá gargalhadas quando estou feliz
Ser
Sem submissão
Ser
Sem medo de errar
De te desagradar
De exagerar
Não me torturo em forçar-me a estar
Com pessoas que não me querem bem
Estou andado sozinha
Com as minhas pernas
Valorizando a minha forma
Aprendendo a me amar...
Autora: Alá
Ama-me
Quem pensas, que és
Com este teu sorriso sagaz
A tua voz não espanta doçura
Que me atingir, me machucar
Quer me tirar do teu coração
da tua vida
Diz com a boca frases convincentes
Para me odiar
Quando na realidade Ama-me
Em silencio, em cada amanhecer
No aconchego do teu quarto
Deseja a minha presença
Teus olhos a me olhar:
Funcionam como um anúncio
Dos teus sentimentos
O desejo calado de me ter
Esses olhos que lagrimejam
Sofrendo de não me têm mais perto
As mãos apresentam- se soadas
Querendo me alcançar,
Tua voz
Embargada não encontra palavras
Diz monossílabos
Fala coisas que não tem nada a ver
Teu corpo a se segurar
O que teu sentimento e tua alma
existe em querer gritar...
Autora: Alá
Amo-te tanto
Que por vezes
É necessário fugir da própria solidão
Que oprimi o peito, que massacra a alma
O pulsar do meu peito, ainda é teu
Todos os dias, tento em vão
Matar a afeição que ainda existe
Por você, mora aqui
esta aqui
Procuro inventar paixões
Avassaladoras
Que duram o suficiente
Para entrar em contato
Com a dor da tua ausência
Pois, o que quero é você
Tenho saudades de nós
Dos momentos que juramos
Eternidade
Eis que aqui
No interior do meu ser
Este sentimento se eternizou
Desejo-te
Como a primeira vez
Como no primeiro momento
Como o raiar do sol
Você é tanto na minha vida
Que me vejo
Impossibilitada de amar outra vez
Meus sonhos são seus
Minha vida encontrasse
em tuas mãos
Porém estando nas tuas mãos
Deixa- me desliza delas...
Autora: Alá