domingo, 25 de julho de 2010

Vitória




Tentei
Não mais amar ninguém
Em uma racionalidade louca
Impor-me a solidão dos meus desejos

Me esquivei da vida
Fugir da possibilidade de afetos
Quis preservar-me com medo da dor 
Ficando em casa, e trancando-me no quarto

Desliguei o telefone
Feichei a janela ,portas
E fiz da minha vida dias nublados

E quando  olhar-me no espelho
via-me feia, sem graça, uma desgraçada
Acreditando nos meus equivocados,
Pensamentos. Motivados pela dor

Vestir preto
E fui vivendo do meu luto, da minha perda
Que arrastavam-me ao abismo
Pois que  "eu" outrora tanto existir
Na vida de outrem que esqueci de mim

Fui por acreditar nesse amor
Que me tornei prisioneira
da minha ilusão de felicidade

Mas em um certo dia acordei
Olhei-me no espelho
e ao invés de me depreciar
Penteei os meus cabelos longos
 
Arrumei-me com a roupa de mim mesma
Corrir atrás dos sonhos que me caracterizava
E que deixei para trás
Eis que amigos eu conquistei


Pessoas estão surgindo
E o que vivi, serve-me como aprendizagem
Para  minha vida e quem eu escolher para
ser dono, é compartilhar de minha companhia
valorizando o meu amadurecimento precoce
De uma pessoa tão cheia de esperanças que
escreve com sentimentos de vitória e resiliência

Alá