Tentei
Não mais amar ninguém
Em uma racionalidade louca
Impor-me a solidão dos meus desejos
Me esquivei da vida
Fugir da possibilidade de afetos
Quis preservar-me com medo da dor
Ficando em casa, e trancando-me no quarto
Desliguei o telefone
Feichei a janela ,portas
E fiz da minha vida dias nublados
E quando olhar-me no espelho
via-me feia, sem graça, uma desgraçada
Acreditando nos meus equivocados,
Pensamentos. Motivados pela dor
Vestir preto
E fui vivendo do meu luto, da minha perda
Que arrastavam-me ao abismo
Pois que "eu" outrora tanto existir
Na vida de outrem que esqueci de mim
Fui por acreditar nesse amor
Que me tornei prisioneira
da minha ilusão de felicidade
Mas em um certo dia acordei
Olhei-me no espelho
e ao invés de me depreciar
Penteei os meus cabelos longos
Arrumei-me com a roupa de mim mesma
Corrir atrás dos sonhos que me caracterizava
E que deixei para trás
Eis que amigos eu conquistei
Pessoas estão surgindo
E o que vivi, serve-me como aprendizagem
Para minha vida e quem eu escolher para
ser dono, é compartilhar de minha companhia
valorizando o meu amadurecimento precoce
De uma pessoa tão cheia de esperanças que
escreve com sentimentos de vitória e resiliência
Alá
