quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Fanatismo


(Imagens da web)
Florbela Espanca




Minha alma, de sonhar-te, anda perdida



Meus olhos andam cegos de de ver!


Não és sequer razão do meu viver,


Pois que tu és toda a minha vida!




Não vejo nada assim enloquecida...


Passo no mundo, meu amor, a ler


No misterioso livro do teu ser


A mesma história tantas vezes lida!




"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."


Quando me dizem isto, toda a graça


Duma boca divina em mim!




E, olhos postos em ti, digo de rastros:


" Ah! Podem voar mundos, morrer astros,


Que tu és como Deus: Príncipio e Fim!..."


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