sábado, 24 de julho de 2010

Cadê



Cadê o amor?
Que dizias sentir!!!
Não és capaz de dividir
Como podes ser capaz
De amar

Não és capaz de enfrentar
nada por mim
Que não tenha primeiro
o teu interesse pessoal

As barreiras sociais: cargos, posição
Usa para justifica as tuas falhas
Me afasta quando posso te causa
maiores problemas

Mesmos que esses sejam em nome
da hipocrisia dessa mesma sociedade

É em função das aparências que vives
Querendo recompensas que te custará o espírito.

Você pode apaga todos os vestígios de minha
presença
Mas não apagará
O que um dia representei na tua vida

Deixo em função do tempo
Mostrar-te
Que o que se joga fora, por não valorizar
É o que se vem a perdi  e lamentar a falta
Num certo amanhã


Se hoje diz que te conheço
É porque tive a atenção e o cuidado
De te reparar, de te amar
De me permiti uma relação pautada
no amor
Autora: Alá




Como Posso

Como posso amar
Quem um dia quis me destruir
Quem foi capaz de matar
Os meus sonhos
Desintegrar-me
Dividido a nossa casa
Dividido a nossa vida
Com outras pessoas
Não querendo enxerga-lhes
As verdadeiras intenções
Deixando se levar, influenciar
Por alguém que acabava de chega na tua vida
Deixou-me a mercê  desses "outros"
Impondo-me a minha presença
A quem desejava me ver pelas costas
Impondo-me uma postura:
Sem direito a expressão diante da contrariedade
Aceitando provocações calada
Me destes como o alvo
E quando não te servias mais
Jogastes-me ao canto
Pela oportunidade de problemas que sempre existirão

Revela-se nossa intimidade
Compartiu outras intimidades
Só pra me ver sofrer
Só para me magoar

Sair de casa, que dizia ser nossa
Machucada, sem nada nas mãos
Apenas marcas no corpo e lágrimas a rolar

Sentia-me perdida: vazia
Não tive nem o direito de arrumar
as minhas malas...

O tempo passou
E hoje aprendi a me posicionar
Ser dona dos meus atos
Ser quem sou
Sem receio da tua censura
Hoje me dou o direito;
De gritar quando sinto dor
Dá gargalhadas quando estou feliz

Ser
Sem submissão
Ser
Sem medo de errar
De te desagradar
De exagerar

Não me torturo em forçar-me a estar
Com pessoas que não me querem bem
Estou andado sozinha
Com as minhas pernas
Valorizando a minha forma
Aprendendo a me amar...

Autora: Alá







Ama-me

Quem pensas, que és
Com este teu sorriso sagaz
A tua voz não espanta doçura
Que me atingir, me machucar

Quer me tirar do teu coração
da tua vida
Diz com a boca frases convincentes
Para me odiar

Quando na realidade Ama-me
Em silencio, em cada amanhecer
No aconchego do teu quarto
Deseja a minha presença

Teus olhos a me olhar:
Funcionam como um anúncio
Dos teus sentimentos
O desejo calado de me ter

Esses olhos que lagrimejam
Sofrendo de não me têm mais perto
As mãos apresentam- se soadas
Querendo me alcançar,

Tua voz
Embargada não encontra palavras
Diz monossílabos
Fala coisas que não tem nada a ver

Teu corpo a se segurar
O que teu sentimento e tua alma
existe em querer gritar...

Autora: Alá